26 Abril 2008

São Paulo 1.1

Esqueci de colocar isso no post anterior. Outra diferença importante entre Olinda e São Paulo é que lá em São Paulo, as crianças caem dos prédios e morrem. Aqui elas saem ilesas e ainda sobrevivem pra comer cachorro-quente.


São Paulo

Galera, vocês já devem saber que eu fui pra São Paulo em março pra ver um show de Interpol. Foi muito rápido. Cheguei dia 10 de noite e saí dia 13 de manhã. Eis algumas impressões de São Paulo:

Eu não vou chegar aqui e dizer "São Paulo é grande pra caralho". Mas é. Grande pra caralho. Se você mora em São Paulo, vou fazer um paralelo pra você: Qualquer caminho que você faz no dia-a-dia, pra ir pra escola, faculdade, trabalho, etc., provavelmente, é o equivalente a atravessar minha cidade de ponta-a-ponta. Talvez maior. Sério. Da ponta de Rio Doce (praia) até o Tacaruna (são dois extremos seguindo a linha do litoral, se você não conhece) não deve dar nem 12 km. 12 km em São Paulo deve ser o que você anda pra achar vaga num estacionamento do Shopping. O que os paulistas chama de rua, como a Rua Funchal, por exemplo, tem a mesma largura da maior avenida de Pernambuco. Tirem por aí.

Por falar em ruas e avenidas, as pessoas (excluindo os motoboys, que não são pessoas) respeitam mais as leis de trânsito que em Recife. Principalmente de madrugada.

São Paulo tem muitos mendigos. Chega a ser impressionante. Muita gente dormindo na rua. Muita gente mesmo. Com colchão e tudo. O mais estranho é eles ficarem dormindo de manhã. Porra, galera! Vocês tão com a vida ganha por acaso? Bora trabalhar, né?

Apesar de não perturbarem esses aparente ganhadores da Mega-Sena, tem muitos policiais em SP. É policiamento pra todo canto que você olha. Os policiais, inclusive, me ajudaram bastante, porque nós nos perdemos muito. E como eu sou o tipo "turista desconfiado", só pedia informações pra policiais ou algo do tipo. Dá pra notar porque Recife e Olinda são mais perigosas que São Paulo.

O custo de vida em São Paulo é muito alto. O preço do táxi em São Paulo é muito alto. E tudo é muito longe. Então, se você pega um táxi em São Paulo, pode ir ligando pro seu gerente e pedindo um empréstimo. A menos que você seja um desses ganhadores da Mega-Sena que dormem na rua.

São Paulo é menos 24 horas do que eu pensava. O transporte público depois da meia-noite é igual ao daqui. Tudo pára de funcionar. Só ficam os "bacuraus". O que quer dizer que sair de noite em São Paulo obriga você a ter carro. Se você não tem carro, tem que pegar um táxi. Isso quer dizer que seu gerente de banco vai receber um telefonema no meio da madrugada.

Mas, é claro, tem outras coisas em São Paulo que são mais baratas que aqui. Por exemplo, camisa de banda. Com 20 reais aqui em Recife só é possível comprar camisas de qualidade duvidosa e de bandas muito conhecidas, como O Rappa. Em São Paulo, dá pra comprar uma camisa muito boa de Interpol por 18~20 reais.

Eletrônicos também são muito baratos em São Paulo. Mas não são tão baratos quanto a gente pensa. A diferença é pequena, a menos que eles sejam roubados. Se for pra comprar produtos roubados em São Paulo, você pode roubar uma loja em Recife e levar tudo de graça. O policiamento aqui é bem menor mesmo. Dificilmente vão te pegar. Mas, se pegar... é menininho de papai, camarada.

Aconteceu uma coisa engraçada lá: São Paulo tem gente de tudo quanto é lugar, certo? É comum você ouvir gente com muito sotaque paulista, pouco sotaque paulista, sem sotaque, sotaque nordestino. Levando isso em consideração, eu falava com as pessoas lá e, tá, não acontecia nada. Aí, se minha namorada falava QUALQUER FRASE com, pelo menos, três palavras, vinha a seguinte indagação:

- ...Cês são de onde?

Não deu pra ver muita coisa lá. Como eu já disse, o tempo foi muito pouco. Como a gente ficou numa espelunca no centro da cidade, nada de chegar tarde (menos no dia do show, claro). Eu acho que tinha mais coisa pra contar, mas não me lembro. São 3 e 27 da manhã e só estou escrevendo porque me forcei a fazer isso. O que é uma merda, mas impede essa joça de ficar parada de novo.

Eu sei que ficou faltando o show, mas o dia do show vai ganhar um post só pra ele. Não pra agora. Num momento oportuno.

24 Abril 2008

É triste ser pior que uma marionete

Lá no meu Orkut, adicionei dois novos vídeos. Um é da versão nacional do Vila Sésamo, apresentado pela TV Cultura no Brasil (futuro canal extinto em Pernambuco) e o outro é do Muppets Show (não confundir com Muppet Babies, da minha época).

Não sei se vocês sabem, mas eu ODEIO programas infantis. Acho que a única coisa que se aproveita é Bob Esponja e "A mansão Foster para amigos imaginários"(que eu nem sei se ainda existe). Quando passava Teletubbies (não sei se escrevi certo) na televisão, eu pensava "cara... as crianças são muito idiotas". Quando revi Rá-tim-bum (a primeira versão, não a do Castelo), pensei "esses personagens são meio assustadores. Não sei como não cresci traumatizado", o que só foi reforçado pelo medo que eu tinha do Professor Tibúrcio (já superado).

Eu lembro que tinha um caderno de atividades do Vila Sésamo. Mas, me lembrava muito pouco dessa época. Eis que o programa volta. Com toda essa febre do Elmo lombradão e tal. Eu vi alguns episódios na Cultura, mas não inteiro, porque não tenho muita paciência, admito. Nesse sábado, vi um episódio inteiro (quase inteiro, na verdade). Vou te dizer uma coisa: as crianças dessa geração têm tudo pra botarem pra fuder no futuro. No bom sentido, crianças. Na verdade, se você é uma crianças, não deveria ler meu blog. Vá ver Vila Sésamo, vá.

A razão pra eu ter "aberto as minhas pernas" pra um programa infantil é que os roteiristas de Vila Sésamo não tratam as crianças como completos idiotas. Nem tem personagens assustadores. Na verdade, o melhor personagem de programa infantil já feito se chama "Cookie Monster" ("Come-come" na versão nacional). Ele é realmente engraçado. Não é nenhum Seinfeld, mas não é esse o propósito. Em dois esquetes que vi com ele, ri mais que em todos esses anos de Zorra Total e A Praça é Nossa (que no meu índice de risadas, sempre marca 0). Ainda não tem no Youtube o que eu vi nessa semana, mas tem o que eu coloquei no Orkut. E outro muito bom. Não resta dúvidas que o Cookie Monster é melhor que 95% dos comediantes brasileiros. "E chama isso de modernidade?"






O outro vídeo é uma música clássica do Muppets Show que achei num blog bem legal. Patu Fu fez uma versão dessa música. Se minha banda fizesse uma versão de uma música infantil, me atirava da ponte.




PS: Fiquei sabendo que a versão original do Vila Sésamo foi classificada como "para adultos". A razão é um personagem fumante e outro depressivo. Tenho que ver isso. Muito.

Mais uma iniciativa contra a piada interna

Eu já falei aqui antes sobre a piada interna. Coisa de gente idiota. Eu li num livro (quando lembrar qual é, coloco a referência) que esse tipo de coisa faz as pessoas se sentirem melhores que as outras. Sério? Isso só prova que as pessoas são idiotas.
Se as pessoas me vêem (vou sentir saudade desse acento) fazendo uma piada de uma referência obscura e não entendem, eu paro pra explicar com o maior prazer. Explicar a referência de uma piada, é diferente de explicar a piada em si, o que estraga tudo.

Vou parar de tergiversar e chegar logo à razão desse post. Desde uma festa que fui no sábado, ando fazendo constantemente três piadas. Pra não ter que explicar de novo:

1) "Menininho de papai", que é explicado pelo vídeo abaixo.



2) "Pega ladrão!" ou "Aí, tu dá um selinho nele e corre". É, basicamente, isso mesmo. Uma amiga minha deu um selinho no cara e saiu correndo. Não, não, ela não tem 8 anos de idade. Tem mais de 20 (acho que 22).

3) "Abro a rede de proteção e jogo pela janela". É só ligar a televisão ou abrir um jornal. Ou conversar com uma pessoa. Sério.

E não, eu não sou um cara sensível. Nem adianta reclamar.

Graúda

Descobri recentemente que uma amiga minha está grávida de três meses. O problema foi como eu descobri. Por um blog. O blog é bom, juro. Ela é a melhor blogueira que eu conheço, mas infelizmente, não posso provar isso, já que o antigo blog dela (de uma grande ajuda no início da nossa amizade), o "Mínimos Detalhes", não existe mais, e esse novo blog dela consegue ser mais abandonado que o meu.

A partir de agora, tá na barrinha ali de lado. Adivinha qual é?

Direção

Eu disse na lista lá embaixo que queria fazer outro videoclipe esse ano. O link era pro clipe mais recente. Cometi uma injustiça. O clipe que eu mais gostei de fazer foi o outro, que segue na janela abaixo (a idéia foi de Pit, mas eu instiguei pra caralho). Depois, coloquei o mesmo clipe só pra ocupar espaço.








Eu tive uma idéia bem legal prum novo clipe. O problema é a execução. Preciso arrumar uma roupa de barata gigante.

Competição

Pra entender esse post, tem que ler esse aqui. Principalmente, os comentários.

Um dia desses, nem lembro mais quando, eu estava absurdamente cansado. Muito cansado mesmo. Eu estava tão cansado, que fui dormir e sonhei comigo mesmo muito cansado. E eu ainda dizia "cara... tou muito cansado". Eu estava meta-cansado, galera. Isso foi só pra situar.
Teve uma hora lá que eu acordei. Eram quase 6 da manhã. Uma daquelas acordadas que você dá por alguns minutos e volta a dormir. A diferença dessa vez é que, por causa do meu nível de cansaço, entrei num estágio de consciência alternativa. Deve ser isso que esses caras que usam drogas dizem que entram quando têm idéias sem sentido algum. Nesse estágio, eu tive uma das melhores idéias da minha vida:

- Vou ser o cara mais crocante da minha sala.

E voltei a dormir. Alguém pode me explicar o sentido disso?

Agradecido.


Update: Acabo de ver Homer Simpson fazendo essa piada num episódio exibido hoje (13/05/2008) de manhã pela Globo.

Dúvida

Galera, é o seguinte:

aproveitando essa volta aqui, quero compartilhar com meus leitores a dúvida que me aflige.

Dia 11 de maio, faço 2 anos de namoro. Não sei o que pedir. Tou em dúvida entre duas coisas:

1) O DVD de "O Décimo Oitavo Anjo". Na verdade, não existe DVD desse filme no Brasil. Mas, com a incrível invenção da gambiarra por Zico, pai de deus, isso é possível. Tem um VHS pra vender no Mercado Livre. É só transformar ele em DVD. O filme é bom o suficiente pra não precisar de extras.

2) O primeiro romance de Isaac Marion. Eu nunca tinha lido o blog dele, até o Marco Aurélio traduzir um ótimo texto dele no "Jesus, me chicoteia!". Tou com preguiça de colocar o link ("linkar" não é verbo). É só procurar lá. A "propaganda" do livro é essa. É impossível não querer esse livro depois de ler isso. Impossível. E o foda é que, provavelmente, não vou ler esse livro tão cedo. Tem muitos na frente dele (ganhei muitos livros ano passado). O problema é que ele mandou fazer uma prensagem de 50 cópias. Acabou em um final de semana. Mandou fazer outra de 100. Quando essa acabar, sabe-se lá se vai haver outra.

3) Tem também a edição especial de 2001: Uma Odisséia no Espaço, o melhor filme já feito. Na verdade, acabei de me lembrar dessa possibilidade. Mas ele é menos urgente. Vai ser vendida, pelo menos, até o fim do ano. Dá pra esperar um pouco pra saber como foi que fizeram aquelas fantástica seqüências em 1968. O homem não tinha nem chegado à Lua, porra!


Conto com a ajuda de vocês.